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Via Láctea

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Via lactea.jpg

Desenho artistico da Via Láctea.

A Via Láctea representa o núcleo estelar central de Orvônton, indo até muito adiante das fronteiras do Universo Local de Nebadon. Essa grande agregação de estrelas, ilhas escuras de espaço, estrelas duplas, grupos globulares, nuvens estelares, nebulosas espirais e outras, juntamente com as miríades de planetas individuais, formam um grupo com o formato de um relógio alongado, aproximadamente circular, que tem cerca de um sétimo dos universos habitados evolucionários

A galáxia da Via Láctea é composta de grandes números de nebulosas, anteriormente de forma espiral e de outras formas, e muitas ainda mantêm a sua conformação original.

Em consequência de catástrofes internas e atracções externas, muitas sofreram distorções e rearranjos que levam essas agregações enormes a parecerem massas luminosas gigantescas de sóis abrasadores, como a Nuvem de Magalhães. O tipo globular de grupos de estrelas predomina nas proximidades das margens externas de Orvônton.

A observação da Via Láctea revela o crescimento relativo na densidade estelar de Orvônton, quando os céus são vistos numa só direcção, enquanto para cada um dos outros lados a densidade diminui; o número de estrelas e de outras esferas decresce à medida que nos afastamos do plano principal do superuniverso material. Quando o ângulo de observação é propício, olhando através do corpo principal desse domínio de densidade máxima, estamos a olhar para o universo residencial, o centro de todas as coisas.

Referências no Livro de Urântia Editar

  1. Pag. 167 (3 ocorrências)
    1. Via Láctea no LU
    2. Via Láctea no LU
    3. Via Láctea no LU
  2. Pag. 170 (2 ocorrências)
    1. Via Láctea no LU
    2. Via Láctea no LU
  3. Pag. 359 (1 ocorrência)
    1. Via Láctea no LU
  4. Pag. 475 (1 ocorrência)
    1. Via Láctea no LU

Ciência Atual Editar

Aquilo que a humanidade descobriu sobre a Via LácteaEditar

A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o Sistema Solar da Terra. É uma estrutura constituída por cerca de duzentos mil milhões de estrelas (algumas estimativas colocam esse número no dobro, em torno de quatrocentos mil milhões) e tem uma massa de cerca de um trilhão e 750 mil milhões de massas solares. Sua idade está calculada entre treze e vinte mil milhões de anos, embora alguns autores afirmem estar na faixa de catorze mil milhões de anos.

São seis partes que constituem a Via Láctea: núcleo, bulbo central, disco, os braços espirais, o componente esférico e o halo.

A Via Láctea descreve como um todo um movimento de rotação. Seus componentes não se deslocam à mesma velocidade. As estrelas que estão a uma distância maior do centro, movem-se a velocidades mais baixas do que as mais próximas.

O Sol descreve uma órbita que pode ser considerada circular. Sua velocidade relativa ao Universo, gira em torno de 225 km/s, seu período de revolução é de aproximadamente de duzentos milhões de anos.

A Via Láctea está inserida no chamado Grupo Local de galáxias que é constituído por cerca de trinta outras galáxias. As principais são a Via Láctea (a mais maciça) e a galáxia de Andrómeda (a de maior dimensão) separadas entre si em cerca de 2,6 milhões de anos-luz. Estas duas galáxias espirais gigantes estão em órbita de um centro de massa comum. As restantes galáxias do Grupo Local são de pequenas dimensões e forma irregular sendo que algumas são satélites quer da nossa galáxia (como as famosas nuvens de Magalhães) quer da de Andrómeda.

Histórico das Descobertas: Editar

Antes do século XXEditar

  • O filósofo grego Demócrito (450 a.C. – 370 a.C.) foi o primeiro a propor que a Via Láctea era composta por estrelas distantes. A prova disso veio em 1610 quando Galileu Galilei usou um telescópio para a estudar e descobriu que era composta por um número incalculável de estrelas. Uma obra de Kant publicada em 1755 sugere (correctamente) que a Via Láctea era uma massa de muitíssimas estrelas em rotação, seguradas pela força da gravidade tal como o sistema solar mas numa escala gigantesca. Kant conjecturou também que algumas das nebulosas visíveis durante a noite deviam ser galáxias tal como a nossa.
  • A primeira tentativa de descrever forma da Via Láctea e o posicionamento do sol foi feita por William Herschel em 1785 pela cuidadosa contagem do número de estrelas nas diferentes regiões do céu. Herschel construiu um diagrama com a forma da galáxia com o sistema solar próximo do centro.
  • Em 1845, Lord Rosse construiu um novo telescópio e conseguiu distinguir as diferenças entre uma nebulosa elíptica e uma em forma de espiral.

Depois do século XX Editar

  • Harlow Shapley
    • Até o início do século XX, acreditava-se que a Via Láctea fosse um sistema relativamente pequeno, com o Sol próximo de seu centro. Mediante a análise da distribuição espacial dos aglomerados globulares (esféricos ou elipsóides) na galáxia, Harlow Shapley realizou em 1917 o primeiro cálculo seguro das reais dimensões da Via Láctea. Shapley descobriu por exemplo, que o Sol se situava a trinta mil anos-luz do centro galáctico e que estava mais próximo das bordas. Calculou um diâmetro de cem mil anos-luz para a Via Láctea, e que havia corpos aparentemente em órbita desta, que em futuro próximo Edwin Hubble provou serem outras galáxias.
  • Edwin Hubble
    • Foi a partir do trabalho realizado pelo astrónomo norte-americado Edwin Hubble em 1924 que houve a determinação aproximada da extensão de nosso universo. Hubble provou pela teoria conhecida atualmente como a constante de Hubble que existem outras galáxias, e que estas se afastam de nós. Ao medir a razão (velocidade) a que as galáxias se afastavam (indicando assim que se encontravam a uma grande distância), permitiu demonstrar que afinal essas estruturas se encontravam fora da Via Láctea e eram, elas mesmo, "ilhas" constituídas por estrelas.
  • Walter Baade
    • O astrônomo Walter Baade observou pela primeira vez na década de 1940, durante suas pesquisas sobre a galáxia de Andrômeda, a teoria da nucleossíntese, que estabelece que a abundância de elementos pesados em gerações sucessivas de estrelas deve aumentar com o tempo, e que o processo de formação de estrelas terminou no halo há muito tempo, mas continua até os dias atuais no disco de Andrômeda. Através deste estudo, descobriu haver um paralelo também com a formação e evolução da Via Láctea pela análise da correlação existente entre a localização espacial de uma estrela no sistema galáctico e sua abundância em elementos pesados.
    • Baade e outros astrônomos concluíram então que as estrelas encontradas no disco da Via Láctea são tipo população I (estrelas jovens e pouco abundantes em elementos pesados), e que as do halo classificam-se principalmente como população II (estrelas velhas e abundantes em elementos pesados), enquanto as do núcleo são uma mistura homogênea dos dois tipos.

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